Grupo de Resposta e Atenção ao Meio Ambiente

O conceito de meio ambiente pode ser identificado por seus componentes, sendo:

 

  • Completo conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural;

 

  • Recursos naturais e fenômenos físicos universais que não possuem um limite claro, como ar, água, e clima, assim como energia, radiação, descarga elétrica e magnetismo, que não são originados por atividades humanas.

 

A Conferência de Estocolmo, organizada pelas Organização das Nações Unidas em 1972, abordou o tema da relação da sociedade com o meio ambiente. Foi a primeira grande atitude mundial no sentido de tentar preservar o meio ambiente. Nessa conferência, o meio ambiente foi definido como sendo "o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo de tempo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas."

 

No Brasil, a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) estabelecida pela Lei Nº. 6.938 de 31 de agosto de 1981 e regulamentada pelo Decreto nº 99.274, de 6 de junho de 1990 define meio ambiente como "O conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas". 

 

Em Portugal, o meio ambiente é definido pela Lei de Bases do Ambiente (Lei nº 11/87) como "O conjunto dos sistemas físicos, químicos, biológicos e suas relações, e dos factores económicos, sociais e culturais com efeito directo ou indirecto, mediato ou imediato, sobre os seres vivos e a qualidade de vida do homem."

 

Basicamente podemos dizer que: Compõe o Meio Ambiente, os recursos hídricos, a atmosfera, o solo, o subsolo, a flora e a fauna, sem exclusão do ser humano, sendo a Interação de fatores físicos, químicos e biológicos que condicionam a existência de seres vivos e de recursos naturais e culturais em nosso planeta.

 

A conflituosa relação entre o desenvolvimento e a natureza deu origem a inúmeras discussões doutrinárias, todas no sentido de buscar um consenso objetivando a melhora do futuro do planeta. O desafio, contudo, é fazê-lo sem desperdiçar ou desvalorizar o avanço que a ciência e a tecnologia podem propiciar.

 

Tendo como pano de fundo o paradigma do desenvolvimento econômico de um lado e da sustentabilidade do planeta de outro, objetiva-se compreender a proteção do meio ambiente e dos seres vivos que o habitam como um dos princípios da ordem econômica, suas implicações e limitações na sociedade atual e futura.

 

O Planeta está cada vez mais quente. Furacões, enchentes, secas, há muitos outros exemplos que mostram que a população do Brasil também já está sentindo na pele os efeitos do aquecimento global.

 

A queima de combustíveis fósseis e o desmatamento são fatores que aumentam a quantidade de gás carbônico na atmosfera. Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPPC), a temperatura média da Terra deverá subir entre 1ºC e 2ºC até o final deste século, no cenário mais otimista. No mais pessimista, ela iria até 4ºC, o que significa uma catástrofe para todos os seres vivos do planeta.

 

Estudos apontam que são extremamente necessárias ações para evitar as mudanças climáticas, mas por outro lado é um processo irreversível a curto e médio prazo, onde a humanidade precisa estar disposta a enfrentar e realizar ações individuais ou coletivas que auxiliem na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e com isso contribuir na preservação sustentável do planeta que habita.

 

As áreas florestais são poderosas aliadas para o combate e mitigação das mudanças climáticas causadas pelo efeito estufa, consequência da alta concentração de certos gases lançados na atmosfera por atividades humanas, como o dióxido de carbono (CO2). À medida que se desenvolvem, as florestas contribuem para retirar da atmosfera, através da fotossíntese, o CO2, processo conhecido como sequestro de carbono.

 

Estudos também demonstraram que o valor médio de carbono estocado por indivíduos em áreas de restauro florestal é de aproximadamente 200 Kg/CO2 eq/árvore ou 0,2t/CO2 eq/árvore. Ou seja, é a quantidade de carbono que uma árvore consegue absorver no seu período de vida. Por isso, é imprescindível a conservação de florestas existentes, o manejo de forma sustentável das que são utilizadas e a restauração das áreas degradadas.

 

O Brasil detém a maior biodiversidade do mundo e belas paisagens naturais que atraem anualmente milhares de turistas. O futuro e o desenvolvimento do País também dependem da boa gestão do seu capital natural. Aqui está a maior área de floresta tropical contínua do planeta, que ajuda a regular o clima, produzir água, estocar carbono nas árvores, manter solos férteis para a agricultura, reduzir o risco de desastres naturais, dentre tantos outros serviços. O país não pode abrir mão da proteção conferida ao Meio Ambiente pela Carta Cidadã de 1988, a nossa Constituição Federal.

 

A economia brasileira, hoje em grande medida conectada aos mercados globais, depende do equilíbrio entre produção e proteção ambiental para prosperar. Retrocessos na agenda ambiental do País podem representar riscos enormes à reputação das empresas e produtores brasileiros, colocando o Brasil na contramão do movimento global de transição para a economia de baixo carbono.

 

Assim, quando associamos a palavra "VIDA ANIMAL" ao meio ambiente levantamos através de inventário em estudos catalogados pelo Ministério do Meio Ambiente em 2015, mais de 116 mil espécies de animais somente no Brasil, apontando mundialmente 9% de todos os animais do globo terrestre, sendo que 30% das espécies de aves do planeta se encontram em território brasileiro, nos colocando assim um dever de casa para todos, mas, principalmente para as sociedades organizadas como a Organização Bombeiros Unidos Sem Fronteiras para os nove países de língua portuguesa.

 

Obrigatoriamente, a contribuição da BUSF deve ir muito além de sua missão precípua, de resposta a desastres identificada em nossos estatutos, uma de nossas obrigações como tem de ser a de qualquer outra instituição constituída, é também o desenvolvimento nacional, a proteção ambiental e o legado secular de preservação, embora menos conhecidos, inserem-se também nesse nobre rol de atividades de nossa instituição.

 

Devemos ter por objetivo promover a restauração florestal contribuindo para a conservação da biodiversidade em nosso país como a contribuição com as autoridades públicas na recuperação de recursos hídricos e compensação de emissões de gases de efeito estufa, proteção da fauna, desenvolvimento de Ações de Conservação, Educação Ambiental e Fomento Florestal, que ajudem às populações a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, a melhorar a qualidade de vida dessas próprias populações e a aprimorar o desenvolvimento florestal, tendo como base o planejamento da subsistência de nossas futuras gerações através da conscientização da importância do Meio Ambiente para todos; Visando também somar forças para o combate à crueldade infligida aos animais, ao mesmo tempo em que promove ações educativas e de conscientização visando garantir os direitos a eles inerentes, preceituados pela Carta Magna e legislações infraconstitucionais.

 

Diante desse cenário, a BUSF criou em 30 de junho de 2018 o GRAMA - Grupo de Resposta e Atenção ao Meio Ambiente, ligado a Força Tarefa para Emergências da BUSF, que tem como objetivo realizar ações individuais, coletivas e conjuntas com demais organizações de proteção e defesa não somente da fauna e da flora brasileira, mas sim de Proteção e Defesa do Meio Ambiente em todo o seu arcabouço de entendimento global. Defesa e ações essas preconizadas do presente programa nas seguintes atividades:

 

Preservação e Combate a Incêndios Florestais, em parceria com instituições correlatas públicas ou privadas ou por seus próprios meios;

 

Proteção abrangente da fauna e flora silvestre em parceria com instituições correlatas públicas ou privadas ou por seus próprios meios;

 

Manejo, Manipulação ou manuseio de um conjunto de espécimes animais, em qualquer fase do seu desenvolvimento, que vivem em seu habitat natural ou que nasceram em condição in situ e posteriormente foram colocados em condição ex situ, objetivando resgate, tratamento (se necessário) e soltura (se possível) em áreas endêmicas à sua espécie, com profissionais competentes em parceria com instituições correlatas públicas ou privadas ou por seus próprios meios;

Busca e resgate em áreas de mata e regiões de difícil acesso em parceria com instituições correlatas públicas ou privadas ou por seus próprios meios;

Proteção e defesa à vida e aos direitos, além da atenção direta a animais urbanos em situação de maus tratos em parceria com instituições correlatas públicas ou privadas ou por seus próprios meios;

 

Monitoramento e fiscalização cidadã de áreas de proteção ambiental permanente em parceria com instituições correlatas públicas ou privadas ou por seus próprios meios;

 

Desenvolvimento de atividades educacionais na área de preservação, proteção, defesa e de sustentabilidades para membros da instituição ou terceiros como escolas, universidades, grupos escoteiros, grupos de defesa do Meio Ambiente dentre outros;

 

Desenvolvimento e ou suporte educacional e logístico ao desenvolvimento de atividades infanto-juvenis da organização Bombeiros Unidos Sem Fronteiras (Programa Patrulheiro Ambiental Mirim) ou de instituições parceiras;

 

Desenvolvimento de Programas de formação, capacitação e qualificação dos membros do Programa GRAMA da BUSF ou de membros de instituição assemelhadas parceiras da Organização Bombeiros Unidos Sem Fronteiras.

 

Atividades de Resgate, Busca e Salvamento juntamente com às Unidades USAR da Força Tarefa para Emergências dentro de sua capacidade de resposta e natureza de trabalho ou no ambiente das necessidades das atividades de Resgate Urbano dentro dos protocolos de resposta da Insarag e da BUSF, dentro ou fora do território brasileiro.

 

Quaisquer outras maneiras de proteção e defesa dos biomas brasileiros dos países da CPLP ou demais países signatários da Organização das Nações Unidas - ONU.

 

Para que nossos objetivos pretendidos possam ser colocados em pratica, poderão ser utilizados meios tecnológicos de monitoramento de áreas, meios humanos para resposta direta a um determinado evento, criação de programas específicos de orientação das populações, preservação de fauna, preservação de flora, defesa de animais, proteção contra incêndios, bem como demais meios legais para a consecução com êxito de nossos objetivos operacionais.

 

Dentro dessa visão geral de Meio Ambiente e sabedores da responsabilidade que é inerente às instituições de preservação da Vida Humana bem como o seu meio sustentável de sobrevivência que engloba o conjunto de biomas e fatores de sustentabilidade a Organização Bombeiros Unidos Sem Fronteiras – BUSF dentro do âmbito administrativo-operacional da Força Tarefa para Emergências responsável pelo Grupo de Resposta e Atenção ao Meio Ambiente – GRAMA, definirá os processos e metodologias de trabalho à medida que forem as demandas sendo criadas e em acordo a suas condições céleres de respostas e de estrutura humana e material que promova a excelência dos serviços a serem prestados à comunidade com seus membros ou parceiros.

“Não há diferença fundamental entre o homem e os

animais nas suas faculdades mentais (...) os animais,

como os homens, demonstram sentir prazer, dor,

felicidade e sofrimento.”

 

Charles Darwin

cientista e naturalista inglês.

Prevenção e Combate a
Incêndios Florestais.
GRAMA
Prevenção e Defesa aos
Direitos dos Animais
GRAMA
Prevenção e Defesa dos
Biomas Brasileiros e dos Países da CPLP
GRAMA
Captura para Manejo e
Tratamento de Animais Silvestres
GRAMA

“Afinal, a Terra não pertence ao homem; o homem é que pertence a Terra. Todas as coisas estão interligadas como o sangue que une uma família. O que ocorrer com a Terra recairá sobre os filhos da Terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo”.

Acima: Programa de Implantação de Companhia do GRAMA
Acima: Membros da 1ª Companhia do GRAMA - RIE 2 - SP
Subdelegacia de São Bernardo do Campo
Acima: Oficial Intermediário Thiago Cardoso Cmdt da 1ª Companhia do GRAMA - RIE 2 - SP
Subdelegacia de São Bernardo do Campo
Acima: Oficial 1ª Classe Ricardo Silva SubCmdt da 1ª Companhia do GRAMA - RIE 2 - SP
Subdelegacia de São Bernardo do Campo
Acima: Subdelegado Anderson Silva  Cmdt da 2ª Companhia do GRAMA - RIE 4 - SP
Subdelegacia de Batatais
Acima: Subdelegado Maurício Macedo  Cmdt da 3ª Companhia do GRAMA -
RIE 1 - SP - Cidade de São Paulo.
Acima: Delegado Estadual Carlos Giacovetta Coordenador Nacional do GRAMA / FORTE

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